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sábado, 4 de abril de 2009

É no balanço do mar - Carolina Soares

Coro:
É no balanço do mar
É no balanço do mar
Que o jangadeiro navega
E não deixa a jangada virar


De manhãzinha
Eu tenho que trabalhar
Antes de raiar o sol
Já tô no mar pra trabalhar

Coro

Antes de entrar no mar
Faço minha oração
Peço a Deus que me proteja
E pra Iemanjá me abençoar

Coro

A vida de um capoeira
É como trabalhar no mar
A maré quando tá cheia
Você tem que aproveitar
Mas quando a maré baixar
Você tem que velejar

Coro

Ê mulher
Avisa meu camarada
Que tô saindo pra pescar
Pra não começar a roda
Enquanto eu não puder voltar
Que eu vou trazer um bom pescado
E a proteção de Iemanjá

coro

Mundo enganador - Carolina Soares

Oi vivemos aqui nessa terra
Lutando pra sobreviver
O Lugar onde poucos têm muito
E muito sem ter o que comer
Olhando isso eu fico triste
Me pergunto qual é a solução?
Estou feliz por ter a capoeira
Como forma de expressão
Capoeira é uma arte
E arte é obra de Deus

Nesta terra eu não tenho muito (refrão)
Mas tudo que eu tenho foi Deus que me deu (refrão)


Eu tenho um canarinho cantador
Berimbau afinado e um cavalo chotão
E um carinho da morena faceira que me deu
Seu amor e o menino chorão
Ah! Meu Deus quando eu partir
Desse mundo enganador
Pra meu filho eu deixarei
Uma coisa de valor, é é é .

Não é dinheiro, não é ouro, não é prata.
É um berimbau maneiro que eu ganhei do meu avô. (refrão)


Ô, ô, ô, Meu berimbau que toca Iúna e benguela
Toca paz, e toca guerra e toca até chula de amor.

Não é dinheiro, não é ouro, não é prata.
É um berimbau maneiro que eu ganhei do meu avô.


Ah! Meu Deus quando eu partir
Desse mundo enganador
Pra meu filho eu deixarei
Uma coisa de valor, é é é .

Não é dinheiro, não é ouro, não é prata.
É um berimbau maneiro que eu ganhei do meu avô. (refrão)


Ô, ô, ô, Meu berimbau que toca Iúna e benguela
Toca paz, e toca guerra e toca até chula de amor.

Não é dinheiro, não é ouro, não é prata.
É um berimbau maneiro que eu ganhei do meu avô. (refrão)

Rainha do mar - Carolina Soares

Quando a maré baixar
Vá lhe visitar
vá lhe fazer devoção
vá lhe presentear

No mar
Mora Iemanjá 6x


Vários negros foram no Brasil
Bantus, Nagôs e Iorubas
Dentro do navio negreiro
Deixaram suas lágrimas correr no mar

No mar
mora Iemanjá 6x


Quando a maré baixar
Vá lhe visitar
vá lhe fazer devoção
vá lhe presentear

No mar
mora Iemanjá 6x


Sua lágrima correu no mar
tocou o peito de Iemanjá
ela podia mudar a maré
Fazer meu navio voltar pra Guiné

No mar
mora Iemanjá 6x

CHICO PARAUÊ - Carolina Soares

Chico parauê

Coro:

Chico parauê, rauê,
Chico parauê, rauá
Chico parauê, rauê
Pararauê, rauê,
Pararauê, rauá


A dor de uma mãe escrava
Ao ver seu filho se afastar
Vendido para uma fazenda
Como ele fosee
Espécie de animal

Coro

A dor do pai era mais forte
Mais nada podia fazer
Do que se ajoelhar na terra e
Pedir para Deus que queria morrer.

Coro

A água que a gente bebia
Corria logo por ali
Ração era única comida
Palha de coqueiro
Cama pra dormir

Coro

Às vezes me Chamam De negro - Carolina Soares

Às vezes me Chamam De negro

Às vezes me chamam de negro
Pensando que vão me humilhar
Mas o que eles não sabem
É que só me fazem lembrar

Que eu venho daquela raça
Que lutou pra se libertar

Que eu venho daquela raça
Que lutou pra se libertar

Que criou o maculelê
Que acredita no candomblé
Que tem o sorriso no rosto
A ginga no corpo e
o samba no pé

Que tem o sorriso no rosto
A ginga no corpo e
o samba no pé


Que fez surgir de uma dança
Uma luta que pode matar
Capoeira, arma poderosa,
Luta de libertação
Brancos e negros na roda
se abraçam como irmãos

Perguntei ao camarada o que é meu
É meu irmão
Meu irmão do coração
é meu irmão
o camarada o que é meu
é meu irmão
meu Irmão do coração
o camarada o que é meu
é meu irmão.....

Lei Áurea - Carolina Soares

Lei Áurea

Dorme preso como animais
Acorda cedo pra trabalhar
Era na foice e no machado
Com o facão nos canaviais

Quatorze horas por dia
E sem poder reclamar
O negro caia cansado
E logo era chicoteado

E gritava... não bata neu mais não
Não bata neu mais não, não bata neu mais não
Seu feitor que eu já vou me levantar

Coro:
Não bata neu mais não, não bata neu mais não
Não bata neu mais não
Seu feitor que eu já vou me levantar

Mil oitocentos e oitenta e oito
A lei áurea Isabel assinou
O negro foi jogado na rua
essa lei não adiantou

Com saudades da terra natal
Com aperto no coração
O negro já não apanha mais
Mas continua na escravidão

Libertação, Libertação,
Libertação, olha o negro Libertação

Coro:
Libertação, Libertação,
Libertação, olha o negro Libertação

domingo, 25 de janeiro de 2009

Sinhá mandou chamar

SINHÁ MANDOU CHAMAR
SINHÁ MANDOU DIZER
SE O NEGRO NÃO VIR VAI APANHAR
Ê MAS NEGRO NÃO QUER SABER

Negro não quer saber
Se vai pro tronco de madeira
Pois o negro esqueçe tudo
Quando está na capoeira
coro
Antigamente
Era assim que acontecia
Se o negro não obedecesse
O capitão lhe prendia
Pra bater na covardia
coro
Hoje em dia é diferente
Com a abolição da escravatura
A corda que amarrou o negro
Hoje trago na cintura
coro
A dor era tanta
De ferir o coração
Pois sabia que o castigo
Quem lhe dava era o irmão
coro

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